
Na beira do rio onde estou;
A água corre feito maratonista e, eu a observo
Sem que ela se importe com minha presença.
Isso é tão estranho!
Logo eu, que queria pra mim toda a atenção do mundo
Me vejo aqui, chorando tal como um menino sem pai,
Catando com as mãos cada fragmento de meu espírito fragilizado pela ausência;
As pedras do rio conversam comigo,
Sem dizer palavra alguma. Simplesmente, dizem como não estou.
Elas vão, no ritmo do rio, enquanto fecho os olhos para ouvi-las cantar.
Meus ouvidos procuram no ar uma voz diferente. Um novo sotaque.
Aquela voz de mulher madura, cheia de si. Capaz de recompor meu ser.
O rio corre,
Eu não.
As pedras imóveis.
Eu também.
A voz procurada... Do outro lado espera.
Espera amor. Espera. Que logo, logo me vou...
Deixa seu rio correndo... Suas pedras cantando... Que meu espírito menino
Que não tem medo da distancia,
Te leva, no vento, um beijo de encanto.
Márcio Lelis
Com imenso carinho para
Danielle Mendes Silva
Postado por
marcio lelis
,
09:49

Sei que não devia estar lhe escrevendo. Sei que é uma completa bobagem minha, acreditar que esse texto fará sentido pra você como faz pra mim. Mas, como não escrevo para agradar e, sim, para confessar meu interior; digo: - Dane-se!
Estou aqui pensando em como você está; o que está fazendo; com quem está. E, ora, sei que meu nome nem passa pela sua mente. Contudo, minha mente insiste em teimar contra mim. Fazendo aquele velho “flash back” de nossa historia. Como assim? Que diabos estou dizendo? Você é uma completa egoísta! Deixando a ver navios, numa época difícil e sem força. Agora, insiste em atrapalhar meu trabalho, meus negócios, minha vida, pernoitando em meus pensamentos, confundindo meus sentidos e mantendo viva aquela nostalgia de porta de boteco e tristeza de bêbado em fim de semana.
Acredite! Não quero ter você de volta. Quero apenas que me deixe em paz. Como naquele filme que assistimos juntos, aonde o cara vai embora e nunca mais tem noticia da mulher. Quero não ter noticias suas. Não quero seu mal, você sabe disso! Afinal, não se pode querer mal a quem tanto se quer bem. Quero, apenas, que me deixe em paz. Saindo dos meus pensamentos, e, me deixando em paz.
Faça como eu. Apague nosso álbum do orkut. Delete os e-mails. Rasgue as cartas. Tire do MP4 a nossa seleção de musicas. Mas, não! Não venda o Tobby. Pois, além de ser um presente, me apeguei muito ao cachorro. Acho que ele também se apegou a nós. Apesar de tudo, o pobre não merece isso!
Confesso que será difícil no começo. Afinal, você se tornou meu vicio mais saudável. Por você parei de beber, fumar e mais. Por você aprendi a me cuidar. Será difícil ir a festas sem ter você me vigiando, puxando minha camisa quando falar alguma besteira. Será difícil, pois, me acostumei com seu beijo de bom dia; o café as sete. A ligação durante a tarde. Diabos! Lá vêm as velhas lembranças de novo.
Sei. Eu sei. Você foi por que era à hora. Não a critico por isso. Foi mais forte que nós. Mas, a verdade é que a culpa foi minha. Se tivesse deixado você voar sem medo e quebrar a cara sozinha. Talvez, você ainda estivesse aqui. Mas, não! Fui ser protetor. Um verdadeiro guardião. Deu nisso! Você voou. Caiu. E, minhas mãos estavam lá pra impedir que você se machucasse. Logo, você quis voar de novo. Tão longe que não pude alcançar.
Dane-se de novo! Agora, resta-me enxergar um prato só na mesa; um travesseiro a menos; uma vaga a mais no carro. Pobre da dona Maria! Você devia visitá-la. Ela já não cuida da casa como antes. Está triste por nós dois.
Recomeçar! Disse o Renato taxista. Ora, eu recomeço todos os dias (li isso num texto hoje), todos os dias em que acordo sozinho em nossa cama. Eu poderia xingar um palavrão daqueles bem elaborados, mas, não! Você não merece isso. Insisto, apenas, no dane-se! Eu queria poder contar com você. Em todos os momentos, sabe? Sim, como a gente se prometeu. “Estaremos sempre juntos”. Que viagem!
Olha que pensei em casamento. Em filhos. Uma menina lembra? Mas, esquece! A vida é um rio. As vivencias são folhas de uma arvore a beira rio. Cada folha que cai no rio, segue seu curso em direção ao mar do esquecimento. Chegou sua vez de cair. E, farei de tudo para que não fique segura em nenhum galho no percurso.
As coisas passam, amor. Os caminhos mudam. As pessoas mudam. Você mudou. Acho que também mudei. Se para melhor ou pior, não sei. Não quero saber também. Quero, apenas, concluir esse texto. Que, sem sombra de duvidas, não fará nenhum sentido pra você. Mas, sendo um pouco sincero e direto. Você se foi e não quero que você volte. Quero paz, isso sim! No mais, meu amor, dane-se!
Alguém.
M. Lelis (cartas que o tempo assinou)

hoje me sinto iluminado. cansado, confesso, mas iluminado. não só pelo sol que me atinge pela janela, mas por tudo. pelo simples fato de estar vivo. a gente reclama por tão pouco. exitirá sempre uma nova chance amanhã.
"quero ter alguém com quem conversar
alguém que depois,
não use o que eu disse
contra mim"
legião urbana
Márcio Lelis
Disse o poeta Fernando Pessoa ante de sua morte: “Eu não o que me trará o amanhã.” Talvez, essa frase ecoe por nossas cabeças como um grito sem resposta por um futuro, ainda, desconhecido. Contudo, posso afirmar, sem a menor sombra de dúvida, que esse é o primeiro dia do resto de nossas vidas.
Quis Deus que nos encontrássemos aqui para fazer um curso, do qual, a maioria de nós nada sabia, para que construíssemos juntos uma amizade real e sem dúvidas, para que nos tornássemos pessoas melhores e mais maduras do que éramos quando aqui chegamos.
1800 horas... dois anos e meio de convivência. O tempo passa tão rápido que mal dá pra percebe-lo. Afinal de contas, quando o tempo teimava em não passar levantavam-se as risadas, os casos, as piadas do Zezinho e todos os “ki-renan!” que só nós sabemos bem.
Não quero citar nomes. Quero mencionar, sim, o esforço de cada um de nós que lutou, bravamente, pra vencer o cansaço o desanimo e conquistar essa vitória. Não critico os que desistiram no caminho; este dia DEUS preparou pra nós, que chegamos até aqui.
Como amante da boa musica, cito um trecho de uma das mais belas canções cristãs do nosso país: “Ainda estou aqui, posso gritar ao mundo, que eu venci, passei por tudo”. Hoje, amigos de curso, amigos de vida, nós podemos dizer: “Ainda estamos aqui”.
Desde criança tive sonho de escrever belos textos que emocionassem leitores e platéias, mas, ao escrever essas linhas percebo que o maior e mais belo texto somos nós. Jovens malucos e decididos que optaram por uma profissão de alto risco e que no final venceram com alegria.
O centro de formação profissional Taft Alves Ferreira – Senai – Sete Lagoas, nunca mais será o mesmo; nunca mais existirá uma turma como essa, nunca mais existirão pessoas capazes de transformar tudo em aprendizado.
Agradeço, com toda honra possível, pela oportunidade de ser o porta-voz dessa equipe maravilhosa de profissionais da elétrica. E, termino esse singelo discurso com a frase que, para mim, resume toda essa trajetória de sucesso: “Nós não estamos parados”.
No caminho de casa,
Enquanto o tempo passava;
Relembrei como em um filme
Toda a história de amor
Que um dia pude escrever;
Eu me lembro...
Eu estava lá...
Éramos só nós dois
Contra o resto;
E, era suficiente...
Vencer as batalhas sem medo,
Encarar os gigantes de cima
E sorrir no final...
Ah, como era suficiente!
Éramos só nós dois;
Lembro das tardes que passamos juntos
Dos momentos de alegria,
De frenesi;
De encanto;
Quando foi que brigamos?
Onde foi que nós erramos?
Falta um pedaço meu...
Falta um pedaço seu...
Falta;
Não foi um flerte;
Foi flecha!
Flecha num alvo certeiro;
O coração pequeno
Que tão pouco aprendeu a amar;
Lembro das tardes que passamos juntos...
Bela lagoa que nos acolheu...
Como num filme... Titanic;
Éramos só nós dois...
Não é sempre
Mas, eu sei
Que estamos bem agora,
Só que para o coração...
O tempo não passa de ilusão.
Márcio Lelis
Só queria aceitar todas as derrotas
Como um bom perdedor;
Mas, não consigo.
É tão difícil abrir os olhos
E ver o travesseiro vazio,
Ver um prato só na mesa,
Caminhar a sós comigo mesmo
No caminho que antes caminhávamos juntos.
Nos meus sonhos.
Abri meus olhos hoje.
Como um recém-nascido,
Tentando enxergar a luz no fim do túnel...
O brilho da lua,
Sinto falta do que, ainda, não me deu;
E, é tão engraçado
Por que você está, por inteiro, em mim;
Sem juízo! É isso...
Sem juízo é como devo ser;
Eu queria aceitar as derrotas
Como um bom perdedor;
“Ah, amor se me pudesses ouvir!
Se pudesses ouvir meu canto,
Meu grito,
Com certeza, virias correndo pra mim...
Sem demora,
E estaríamos bem.”
Pena que na vida,
Voz alguma,
Constrói impérios.