
É bem estranho. Na verdade, não sei se sou eu que sou diferente, mas, não me adapto a esses valores que são tão perceptíveis hoje. Fui ao show da dupla sertaneja Jorge e Mateus na sexta-feira, pela exposete 2010 – não gosto do estilo que a musica sertaneja tomou – mas, estava lá.
Fui com alguns amigos que, desde antes de irmos, já disputavam “quem iria pegar mais meninas”. Ora, o amor é um jogo agora? Não! Isso não é amor! Isso é sexo. O simples instinto de comer da própria carne. Chegamos ao local, comprei um chapéu lindo – amo chapéus – e me diverti. Na verdade, tentei.
Contudo, esse universo não é o meu. Caras caindo de bêbados. Um carinha vendendo lóló a um real – ele mais usava que vendia – meninas fumando, trêbadas. Alguns, usando as redondezas do parque de exposições como banheiro. E, era só olhar para o lado e ver, beijos sem carinho, “passadas de mão”, puxões, foras... Sexo.
Sei que isso é comum aqui. Ou em qualquer lugar. Mas, eu queria ser diferente. Comum a eles. Rir das piadas sem graça. Atirar pra todos os lados como caçador cego. Beber até cair, mas, esse não sou eu. Nunca seria.
Foi uma ótima exposição. Belas atrações. Show a parte dos animais. Cansado de tudo, queria a serenidade daqueles animais. Tranqüilos, embora toda a agitação em torno deles.
Abro meus olhos meninos
Não tenho o que ver.
O que quero ver?
Que tanto importa ver se não quero?
Que tanto não quero que importe ver?
Ah, como eu queria fechar os olhos.
E não ter o que enxergar.
Não ter que enxergar no espelho da alma
Meu espírito caído e sujo.
Sei que sou capaz;
Um morto.
Um vivo morto em si próprio
Carne nua sem vida...
Quero enxergar a paz;
Paz...
Paz...
Paz...
O que quero ver
A poeira ao vento,
A triste ida do que era real...
Pó...
Ao vento...
Onde estou?
Que há comigo?
Dane-se o resto.
Postado por
marcio lelis
,
13:42

Hoje, somente hoje, acordei mais tarde do que o habitual para uma sexta-feira. Em condições normais, já estaria em pé a seis. Mas, hoje, essencialmente hoje, acordei mais tarde para ir fazer o bendito exame de direção veicular. Antes de mais nada, gostaria de dizer que fui reprovado no exame. Dane-se!
Mesmo necessitando dessa benção, não como hobby, mas por pura e real necessidade, não consegui. Ora, não que esteja chateado ou nervoso com isso. Como diria um amigo meu, estou puto de raiva. Por minha desafortunada tentativa. Embora, reconheça que fui bem no exame.
Queria escrever alguma coisa. Um desabafo. Mas, aprendi com meu irmão que “quando não se tem nada a dizer, o melhor é ficar calado”. E mais, se dissesse o que penso, estaria em total desacordo com DEUS – COISA QUE NÃO QUERO JAMAIS – por isso, o meu silêncio, hoje, fala mais do que qualquer palavra que possa sair dos meus lábios.

Mulheres? As tive aos montes. E, amei a todas. Uma a uma, eu as amei de forma intensa e real. Umas amei fisicamente, outras em pensamento e outras, até, por um momento. Mas, insisto que as amei.
Umas amei pelo olhar; umas pelos cabelos; outras por estarem presentes; outras pelo caminhar. Umas amei pela voz; umas pelo carinho; outras pelo beijo; umas pelo sexo. Amei umas por gostarem de mim; outras por não gostarem e umas, pelo simples fato, de ignorarem minha existência. Amei pela beleza, pela paixão, pela naturalidade, pela distancia, pela proximidade, pela idade... Amei por amar.
Mesmo assim, amei a todas de forma pura. Como o amor de um filme clássico de romance. Talvez, a forma com que as amei não foi a melhor, mas, as amei. Ouvi uma frase de Machado de Assis que dizia que cada um ama ao seu modo; o modo pouco importava, o importante era amar. Eu amei. Talvez, ainda, ame. Não da mesma maneira. Mas, ainda, amo.
Não as mesmas mulheres. Os mesmos rostos. Afinal, muitas delas nunca mais cruzaram meu caminho. Amei muito mais as que nunca foram minhas dos que as que foram. Não que não amei as que couberam a mim – que conste nos altos que foram poucas – eu as amei intensamente, mas, todas voaram pra rumos que não pude ir. E, por amar mais ao que não pude ter, aprendi a conviver com a falta. A falta do que não tive.
Mulheres? Eu as tive aos montes. E, amei a todas elas. Mas, o que mais quero é ter uma. Uma única mulher pra quem dar toda intensidade de amor que guardo comigo.

Love Of My Life
Love of my life, you've hurt me
You've broken my heart, now you leave me.
Love of my life can't you see,
Bring it back bring it back,
Don't take it away from me,
Because you don't know
What it means to me.
Love of my life don't leave me,
You've taken my love, you now desert me,
Love of my life can't you see,
Bring it back bring it back,
Don't take it away from me,
Because you don't know
What it means to me.
You will remember
When this is blown over,
And everythings all by the way,
When I grow older,
I will be there at your side,
To remind you how I still love you
I still love you.
Hurry back hurry back
Don't take it away from me,
Because you don't know
What it means to me
Love of my life
Love of my life
Yeah
Amor Da Minha Vida
Amor da minha vida, você me feriu
Você quebrou meu coração e agora me deixou
Amor da minha vida você não entende
Traga-o de volta, traga-o de volta,
não o leve de mim,
Porque você não sabe
o quanto é importante para mim.
Amor da minha vida, não me deixe
Você roubou o meu amor e agora me abandona
Amor da minha vida você não entende
Traga-o de volta, para mim
Não o afaste de mim
Porque você não sabe
O quanto é importante pra mim
Você irá lembrar
Quando isto acabar
E todas as coisas dessa maneira tiverem fim
Quando eu ficar velho
Eu estarei lá do seu lado
Para lembrá-lo como eu ainda te amo
Eu ainda te amo
Volte logo, volte logo
Traga-o de volta para mim
Porque você não sabe
O que isto significa para mim
Amor da minha vida
Amor da minha vida
Yeah
Freddie Mercury
fonte: terra musicas
bom dia amigos blogueiros!
acho que voces perceberam a nova galeria de mestres que postei na barra lateral da pagina. essas pessoas são, realmente, importantes pra mim. procurem sobre eles. suas obras. textos. qualquer duvida entrem em contato.
ah, aproveitando a deixa... ganhei duas obras maravilhosas esse fim de semana e indico:
"lembranças e saudades" José Augusto Faria de Souza (mestre)
"longinqua constelação" Gabriel L'abart Mello
ambos artistas Mineiros.
abraços do lelis

Como ser imparcial com um assunto que tanto importa para o meu ego? É impossível! Acreditei, quando ousei colocar minhas idéias nesse papel, que poderia narrar esse fato sendo imparcial. Como o jornalista que não sou. Contudo, como sei que isso não será possível, vou narrá-lo da forma mais simples. Dando a importância que meu espírito despertou.
Aconteceu, no ultimo sábado 31/07, a reunião ordinária da Academia Sete-lagoana de Letras. A reunião iniciou-se às 19 horas. cheguei atrasado. Pra começo de conversa, nem deveria estar ali, afinal, ainda não sou acadêmico. Mas, de curioso que sou, estava lá. Confesso, que meu silêncio no meio dos acadêmicos não foi proposital. Foi de admiração.
Contando uma breve história de minha vida literária, ingressei no Clube de Letras de Sete Lagoas a, mais ou menos, sete anos. Levado pelo grande amigo e poeta Renato Junior – com o qual tive grandes parcerias - anos mais tarde, conheci a Academia. Ilustres personalidades. Pessoas com uma bagagem literária de invejar a muitos. Desde então, criei uma imensa admiração pelo seu presidente Dr. José Augusto faria de Souza – conto isso, publicamente, agora - mas, era distante demais a academia. Enxerga os lendários acadêmicos como “semi-deuses” e de aproximação quase impossível. Os tempos foram passando e DEUS, em sua infinita bondade, foi me usando como instrumento de apoio dentro do clube. Pela graça dele, nos dias atuais, tenho por cargo o titulo de diretor do departamento infanto-juvenil do clube de letras, conhecido carinhosamente por “sangue novo”. Honraria que me emociona até hoje.
Voltando ao assunto fundamental desse texto, desde a reinstalação da academia pude me aproximar mais dos meus mestres literários. E, nesse sábado, os vi como mortais. Imortais, sim, pelo que são. Mas, gente de carne e osso como nós. Foi emocionante estar frente a frente, de forma tão informal, com Dr. José augusto, Márcio Vicente da Silveira Santos, Maria Auxiliadora... Dentre outros presentes que já tenho contato maior e amizade real como Mariza da Conceição Pereira, Rosana Macedo Pontes, João Batista Drummond, Luiz Dias de Vasconcelos.
A reunião terminou e forma graciosa às 21 horas. Com um belíssimo poema de Rosana “em nome da rosa”. No próximo mês haverá outra. E, assim, será até quando DEUS permitir. Estarei em todas que puder. Se DEUS, assim, permitir.
Agora, concluo essa narrativa, com a frase que me coube dizer quando me foi dada a palavra na reunião: “o meu silêncio hoje, resumi a emoção que me toma por estar perto de gente tão grande.”.